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BAIÃO DE TRÊS COM BRIDA

     Após seis anos em Rondônia, vivendo as quatro estações bem definidas (verão, quentura, fervura escaldante e brasa pura), o frio resolveu sair da hibernação e dar o ar de sua graça, deixando os termômetros atingirem uma baixa temperatura.
      Acostumado com o clima Sul-Matogrossense, justamente nesse período aconteceu o meu casamento, trazendo à tona uma atmosfera saudosista, fazendo as lembranças reviverem na memória os dias frios presenciados em Campo Grande, quando era necessário buscar vestígios de sol por entre as brechas das nuvens espessas. A fumaça que saía da boca misturava-se ao mormaço causado pelo capuccino que era saboreado na Escola Latino Americano. A cena se repetiu, mas agora tendo como cenário a cidade de Vilhena que era castigada pelos cinco graus centígrados. O mês de julho de 2010 foi marcado pelo vento cortante que pairava na rodoviária, atingindo em cheio o rosto juvenil da minha esposa Carina. Deus estava abençoando nossa viagem à cidade morena a fim de deixar a lua de mel com um toque Parisiense, muito mais aconchegante por entre os edredons.
     Não há como esquecer das comidas típicas nordestinas, o baião de dois e a tapioca, preparadas com muito esmero pelas mãos delicadas da minha mãe que nos recebeu de braços abertos e coração saltitante, enquanto os latidos estridentes da Brida entrecortavam a garagem da Dona Lourdes. A batata recheada da Barraca do Paraná, o Milk Shake de maracujá (novo sabor do Bob’s), o capuccino vienense, o rodízio de carnes da Nossa Querência, o rodízio de pizzas e o salpicão de frutas da Martignone, o churrasco regado à costeleta de porco, linguiça apimentada da matel e pão de alho preparados pelo primo Borba, a castanha do Pará e a geleia de mocotó do Mercado Municipal, as idas às lojas Americanas e Pernambucanas, assim foram marcados os dias de férias, regidos pela alegria contagiante que apimentava nossa união, ao som do xote santo que tocava sem parar na rua Machado de Assis.
      Diante de tanta festa só resta agradecer a Deus por ter proporcionado tudo isso e manter acesa a chama viva na memória que guarda trancafiada essas lembranças eternas.

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