quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PÓ DO MESMO CHÃO

      No mundo espiritual há uma hierarquia absoluta: Deus tem o domínio pleno sobre todas as coisas, mas na esfera material é limitada, pois esta superioridade condiz apenas no sentido ocupacional, nos cargos que se ocupa durante o breve tempo de vida sobre esta terra.
      Todos os cidadãos estão sujeitos a muitas imposições, cercados de obrigações e deveres que independem da força de vontade, restando apenas o cumprimento legal, é o caso do pagamento de impostos. Na política, por exemplo, as forças do poder são notórias, uma vez que tais ocupações também geram uma série de responsabilidades, dando margem a cobranças impostas pelo povo. No âmbito religioso também não é diferente, as ovelhas são conduzidas pelos pastores e devem respeito à liderança. Na área familiar pode-se notar certo grau de superioridade não só dos pais em relação aos filhos, mas a grosso modo, dos idosos em oposição aos mais jovens, além da responsabilidade que é devida ao marido, a fim de que assuma a postura de sacerdote do seu lar. Porém, os que lideram suas áreas delimitadas não podem esquecer que todos estamos abaixo de uma ordem infinitamente superior: a Lei de Deus.
      Ter uma condição superior em relação à outra pessoa não quer dizer que se possa massacrá-lo, nem tão pouco sobrepujá-lo ao servilismo de interesses próprios. O respeito à dignidade humana, além de amparado pela Constituição Federal, é uma das características marcantes da personalidade divina, pois Deus respeita suas pobres criaturas e por isso as criou com peculiaridades próprias, dando-lhes o livre arbítrio.
       Os filhos devem obedecer aos seus genitores, mas a Bíblia, no livro de Efésios, capítulo 6, versículo 4, também adverte aos pais. Os deveres são mútuos: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”. Em Colossenses 3, no versículo 21 também há outra advertência: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados.”
       O elogio é uma arma eficaz de ânimo que pode ser explorada pelas pessoas, faz com que o estímulo seja gerado nos corações, além de massagear os sentimentos e estreitar os relacionamentos, principalmente com as pessoas mais próximas do nosso convívio cotidiano.
      Sobre este chão somos todos iguais, temos sentimentos que precisam ser respeitados, choramos, sofremos, sorrimos, dormimos, etc.
     Será que, uma casa bonita, móveis perfeitos, carro novo, vida social, dinheiro, etc. justificam a falta de cuidado espiritual para com os filhos? Deixá-los sob os cuidados das trevas? No tempo certo o Senhor há de cobrar dos pais a falta de zelo pelos pequeninos: “Portanto, amem o SENHOR, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje  e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.  Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.” (Dt 6.5-9).

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